Jornalista piauiense Tony Trindade é preso pela Polícia Federal

 Jornalista piauiense Tony Trindade é preso pela Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu o jornalista Tony Trindade na manhã desta terça-feira (18), em sua residência. Ele é era o principal alvo da Operação “Acesso Negado”.

De acordo com as primeiras informações, o jornalista é alvo na investigação da PF, que faz desdobramentos da Operação Delivery, que apura desvios de recursos do Fundo Nacional para Educação Básica (Fundeb), recursos esses destinados à Prefeitura de União, mas que teriam sido desviados. Além de buscas na casa, a PF também teria cumprido mandados no sítio do apresentador em Monsenhor Gil (PI). Vale destacar que o jornalista é assessor de comunicação do prefeito Paulo Henrique, do município de União (PI).

Sobre a operação

A Polícia Federal, na manhã desta terça-feira, 18 de agosto, deflagrou a Operação “Acesso Negado” que investiga atos ilegais de intervenção/embaraçamento a Operação policial “Delivery” – que apura desvio de recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) destinado ao município de União. No curso da Operação “Delivery” foram identificados atos escusos relacionados a encontros obscuros com agentes públicos no intuito de obter informações sigilosas, acesso indevido a processo judicial sigiloso, convergência e manipulação de versões, atos intimidatórios no intuito de frustrar a investigação policial, dentre outros fatos.

Nesta fase da investigação estão sendo mobilizados 20 policiais federais para o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina e Monsenhor Gil, expedidos pela Justiça Federal de Teresina. O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher elementos materiais de prova e que identifiquem terceiros responsáveis por fornecer indevidamente informações de caráter sigiloso.

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelo crime de embaraço a investigação policial de crime  praticado por organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cuja pena pode chegar a 8 anos de reclusão. O nome da operação faz referência à conduta daqueles que obtém acesso ilegal a informações  resguardadas pelo sigilo.

Via Portal Fala Piauí

Digiqole ad

Matérias relacionadas