Em seis meses de 2020, Ceará supera homicídios de 2019

 Em seis meses de 2020, Ceará supera homicídios de 2019
Já no primeiro semestre de 2020, número de homicídios supera 2019 no mesmo período. (Foto: Rafaela Duarte)

Até esta terça-feira (30/06), o Ceará conseguiu superar a marca de homicídios de todo o ano de 2019. No ano passado, com ação da Força Nacional e outras políticas do Governo Federal, o Estado registrou 2.257 mortes, o menor índice da década e 50% a menos do que o ano de 2018.

Neste fim de junho, o Ceará já alcançou 2.310 homicídios, índice que supera o ano de 2019 inteiro. Uma média diária de 12,76 homicídios. Em 2018, o Ceará contabilizou 4.518 homicídios.

Em nota, a Secretaria da Segurança  Pública e Defesa Social (SSPDS) explicou que trabalha na intensificação das ações policiais e se reorganiza para voltar aos dados de 2019, onde foi apresentado o melhor resultado da década.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que a estratégia de combate à criminalidade no Estado do Ceará foi impactada, em 2020, pelo motim de parte da Polícia Militar, já no começo do ano. No período, houve diminuição do policiamento ostensivo e foi verificado o acirramento da rixa entre grupos criminosos, o que incidiu no aumento de CVLIs, durante e após o motim, ampliando uma problemática que é nacional.

A SSPDS frisa que trabalha na intensificação das ações policiais e se reorganiza para voltar aos dados de 2019, em que apresentamos o melhor resultado da década. Somente nos primeiros cinco meses deste ano, os trabalhos das forças de segurança já culminaram em 6.048 prisões e apreensões qualificadas em todo o Estado, que englobam capturas por Crimes Violentos Letais Intencionais, tráfico de drogas, roubo, porte e posse de arma.

Uma das principais iniciativas da pasta, que culminaram nas reduções dos indicadores criminais nos anos anteriores, foi a criação do Programa de Proteção Territorial e Gestão de Riscos (Proteger). Atualmente, existem 29 bases instaladas na Capital, além das instalações das Unidades Integradas de Segurança (Uniseg), com 13 territórios em Fortaleza e duas no interior do Estado, sendo uma em Sobral e outra em Juazeiro do Norte. Em todos os casos, além do policiamento ostensivo, também existem as ações preventivas baseadas nas doutrinas do policiamento de proximidade e comunitário.

Em 2020, regiões que apresentaram índices elevados de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), como os bairros Granja Portugal, Jangurussu e Mondubim, em Fortaleza; Itambé, em Caucaia; e Maracananzinho, na cidade de Maracanaú ganharão uma base fixa da Polícia Militar do Ceará cada. A perspectiva é que mais 15 bases sejam instaladas ainda neste ano de 2020.

Além da instalação dessas estruturas fixas da Polícia Militar do Ceará (PMCE), o Proteger realiza o mapeamento de 70 indicadores como renda, saneamento e educação, referentes às áreas críticas de cada cidade. Com a integração entre a Prefeitura e Estado, Polícia e demais instituições, as ações ocorrem no intuito de melhorar a situação dos microterritórios no município.

Além disso, para combater os CVLIs no Ceará, a SSPDS destaca a ampliação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que teve o número de delegacias ampliado de cinco para 11. As atividades de polícia judiciária se estendem ainda na descapitalização desses grupos criminosos, com a investigação patrimonial feita pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCCLD), com ações de bloqueio/sequestro de bens e ativos, e também a atuação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) na quebra de toda a cadeia criminosa que impacta diretamente na geração de novos crimes.

Soma-se a isso a medidas rígidas dentro das unidades prisionais, o investimento feito em tecnologias aplicadas à segurança pública, bem como a análise inteligente de dados e a presença fixa do Estado em pontos específicos, com a realização de ações preventivas nessas áreas para evitar a atuação de criminosos junto às crianças e adolescentes dessas áreas.

Fonte: Portal ANC

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